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Mudança de hábitos na família após a chegada das crianças

Mudança de hábitos na família após a chegada das crianças

13 Feb, 2020

Há 1 ano, ficávamos no bar até 3 horas da manhã. Aquela ressaca batia lá pelas 8 horas, inviabilizando a vida do domingo. E isso se repetia com alguma frequência. Há 1 ano, encontrávamos os amigos em plena quarta em um jantar. No dia seguinte, trabalhávamos com sono, mas felizes com aquele encontro. Com a chegada das crianças, nossa vida mudou. A rotina, agora, era traçada em função delas. A responsabilidade aumentou. O brinquedo está sempre espalhado em algum lugar. E a única certeza que nos tomava era que erraríamos em algum momento…

O tempo é outro

Depois da chegada das crianças, percebemos que nossos dias e noites seriam delas. O sono de 6 a 10 horas era um privilégio. Mesmo alternando os cuidados, ninguém dormia direito. Principalmente papais e mamães de primeira viagem. No primeiro filho, a preocupação é imensa. O tempo é todo da criança. O casal perde muitos de seus momentos a sós. Felizmente, é só uma fase até que tudo volte para o lugar.

Por algum tempo, não conseguimos dormir juntos, não conversávamos tanto antes de dormir, porque o sono era constante. Mas quando o casal entende que é uma etapa importante na vida de cada um, tudo fica mais fácil. A chegada das crianças toma nosso tempo, mas é possível nos adaptar bem a isso.

O sexo é mais difícil, mas a união aumenta

O tempo é outro, e nós também nos transformamos muito com a chegada das crianças. Uma das dificuldades que qualquer casal enfrenta após o nascimento do filho é o sexo. Antes, rolava a química e ele acontecia, em qualquer cômodo e hora. Agora, é preciso o mínimo de planejamento. A hora é certa: quando o bebê está dormindo e o cansaço ainda não tomou conta. Às vezes, é uma missão quase impossível aliar esses dois momentos.

O sexo muda, sim. A rotina com a chegada das crianças é intensa e dinâmica. Porém, uma ótima forma de encarar a situação é relembrar a época de início de namoro. Fazer sexo escondido, levar tudo com humor, e alternar momentos rápidos e demorados (quando possível) torna essa missão mais possível!

Com estrutura e consciência desse novo arranjo familiar, nós podemos reforçar nosso companheirismo e nos aproximar. Afinal, o afeto que nos une agora se destina também para garantir o bem-estar dos pequenos. Ainda que o toque e o carinho físico diminuam, a cooperação e a interação tomam conta. Os vínculos se fortalecem nessa fase, que é temporária. Já já o sexo volta.

A igualdade deve ser real

Uma pessoa a mais na casa. Mas uma pessoa que depende 100% de nós. É natural que a chegada das crianças monopolize o assunto do casal. A rotina passa a ter mais um integrante que demanda bastante. Então, tudo que pensamos deve considerá-la em primeiro lugar. E está tudo bem. Nós mudamos nossos hábitos conforme a necessidade, e agora o assunto é um só.

O que temos que ter em mente é que nossa responsabilidade aumentou, mas é uma oportunidade de unir ainda mais a família. Afinal, o time ganha quando joga junto. E jogar junto significa dividir todas as responsabilidades e encará-las com prazer. 

Papais e mamães são igualmente responsáveis pela criação do filho. Isso envolve as tarefas diárias e práticas com o bebê, como dar banho, colocar para arrotar, trocar fraldas, alimentar, brincar, levar para a escola. Mas também envolve marcar o médico após notar que a criança está com alguns sintomas, conversar sobre a vida e o comportamento e outros aspectos subjetivos.

A chegada das crianças é, na verdade, uma mudança nas obrigações mútuas, não só da mãe. Quando papais e mamães compartilham as funções em relação aos filhos, ninguém fica sobrecarregado. E isso é perfeito, porque nós podemos nos curtir e deixar a rotina mais leve. Quem sabe até ver um filminho juntos enquanto eles dormem? 


Nossos hábitos mudam com a chegada das crianças. Precisamos de um período de adaptação para entender a nova rotina, os cuidados, a igualdade desejada e as melhores formas de nos mantermos unidos. Apesar das dificuldades naturais, é encantador participar das primeiras conquistas e comemorá-las, não é mesmo? 

Ver o mundo pelos olhos da criança, escutar pela primeira vez “mamãe” ou “papai”, vê-la gostar de uma fruta. As mudanças vêm de qualquer maneira. O legal é saber curti-las e aproveitá-las da melhor forma. Em algum momento, sim, erraremos. É da natureza humana. Mas podemos nos empenhar para fazer nosso melhor, mesmo diante de uma fase completamente nova. É a graça da vida, né?

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