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“De onde vem os bebês?” Como responder de forma dinâmica e leve?

“De onde vem os bebês?” Como responder de forma dinâmica e leve?

12 Jan, 2022

A criança chegou aos 2 anos e, com isso, começa a fase dos porquês. A curiosidade infantil entra em cena, e as perguntas parecem não ter fim. Além de paciência, papais e mamães precisam se desdobrar em certos temas, porque não é qualquer resposta que é satisfatória. Uma delas é “De onde vem os bebês”. Será que a história da cegonha convence?

Sem traumas ou fantasias

Não convence. Pode até atrasar a explicação verdadeira, mas, cedo ou tarde, as crianças percebem que não faz o menor sentido uma cegonha trazer um bebê. Na verdade, é provável que essa resposta gere ainda mais perguntas.

Por isso, se você quer ter sucesso na hora de explicar de onde vem os bebês, evite as fantasias. A melhor maneira de lidar com a curiosidade infantil é responder às questões com naturalidade. 

A criança fará perguntas em sequência até sanar sua curiosidade. "Por que tem um bebê na sua barriga?”, “Como esse bebê foi parar aí?”, “ De onde vêm os bebês?” são muito comuns. E se ela tem capacidade de fazer essa pergunta, podemos entender que já está pronta para receber a resposta. 

A naturalidade e a clareza na resposta poderá deixar a criança satisfeita naquele momento. Isso dependerá diretamente da faixa etária, inclusive. 

Crianças muito novas não entendem o próprio corpo direito e sequer sabem o que é sexualidade. Por outro lado, crianças mais velhas conseguem compreender as diferenças entre os corpos masculino e feminino, e podem receber respostas mais complexas.

A resposta para “De onde vem os bebês?” depende da faixa etária

Para facilitar a resposta à pergunta “De onde vem os bebês”, papais e mamães devem se atentar à faixa etária das crianças.

Crianças de 2 a 4 anos estão começando a descobrir o próprio corpo. Nessa idade, começam a manipular os próprios órgãos genitais. Aproveitando o assunto, vale a dica de ensinar à criança de que isso é natural, mas que deve ocorrer sempre em ambiente privado. 

No assunto gravidez, use respostas simples e lúdicas, como a “sementinha colocada dentro da barriga da mamãe, que encontrou outra sementinha e começou a crescer”.

Para crianças de 5 a 7 anos, já é possível nomear as partes do corpo, como pênis e vagina. É importante, inclusive, explicar às crianças que ninguém pode manipular seus órgãos genitais e que, caso isso aconteça, ela pode conversar sobre isso sem constrangimento.

Crianças mais velhas já podem conversar sobre relações sexuais. Nesta fase, aborde que o sexo é feito somente entre adultos que desejam ter essa relação. 

As crianças começam a se despertar para outras depois dos 10 anos. Por isso, conversas sobre ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), gravidez precoce, diferenças sexuais entre os corpos, orientação sexual, menstruação e outros assuntos se tornarão mais comuns. 

Algumas dicas para lidar com a curiosidade infantil

“De onde vêm os bebês” não será a única pergunta que pode deixar papais e mamães desconfortáveis. Na verdade, a perspicácia infantil pode atingir limites inimagináveis, porque ela está no momento de entender o mundo ao seu redor. 

Então, é provável que ela pergunte porque outra criança tem o cabelo vermelho, porque o amiguinho de escola tem a pele escura, ou porque o coleguinha da natação anda de cadeira de rodas. Isso tudo é natural, claro, mas alguns adultos têm mais dificuldades para responder às questões.

Por isso, separamos duas dicas para lidar com a curiosidade infantil. Veja:

  • Responda àquela pergunta: se a criança pergunta como o bebê sairá de dentro da barriga, a resposta deve trazer a explicação sobre o parto normal ou a cesárea, em palavras que ela entende. Se a pergunta é mais no sentido de como o bebê foi parar na barriga da mamãe, a resposta é outra. Tentar se esquivar pode ter o efeito contrário.
  • Devolva a pergunta: para quem tem dificuldade em iniciar o assunto, é interessante devolver a pergunta para saber o que a criança sabe sobre o tema e por que está perguntando.

O importante é saber que fugir da resposta não é interessante. Quando isso acontece, a criança busca sanar sua curiosidade com desconhecidos ou em lugares inapropriados. Hoje, há acesso fácil à informação por causa da internet. Além de não serem todas confiáveis, a criança pode se deparar com respostas que ainda não está preparada para absorver. Isso dificulta bastante o desenvolvimento e deve ser evitado a todo custo.


Na hora de responder à pergunta “De onde vêm os bebês”, papais e mamães também podem usar livros. O livro “Gogô, de onde vêm os bebês?”, de Caroline Arcari, é uma boa opção. Gogô, traz os conceitos fundamentais sobre a origem humana e aborda assuntos importantes, como consentimento, respeito, maturidade e prevenção da violência sexual.

Que tal nossas dicas para sanar a curiosidade infantil? Conte-nos depois como foi falar com as crianças de onde vêm os bebês!

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