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Dia da Consciência Negra: qual sua importância na sociedade brasileira?

Dia da Consciência Negra: qual sua importância na sociedade brasileira?

20 Nov, 2021

No dia 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. Neste mesmo dia, em 1695, morreu Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes anti-escravagistas do Brasil. 

Você provavelmente já ouviu falar sobre essa data, mas sequer sabe de onde ela veio, certo? É exatamente por isso que ela se torna tão importante. O povo e a cultura africana são a base de construção do Brasil. Vamos falar sobre isso para que possamos conversar com nossas crianças sobre o racismo?

Consciência Negra: o que é?

O Geledés Instituto da Mulher Negra é uma iniciativa que busca a erradicação do racismo e do sexismo ainda vigentes na sociedade brasileira. A definição do instituto para consciência negra é: 

“a percepção da pessoa negra em relação às suas origens, no entendimento das raízes culturais e históricas dos seus antepassados”.

Mas, de acordo com o Geledés, é também “a identificação da causa e luta dos ancestrais africanos que desembarcaram no Brasil e trouxeram consigo toda a cultura, costumes e tradições do seu povo. É ter em mente que a escravidão foi abolida, mas que ainda há muita coisa a ser mudada no que diz respeito aos direitos da pessoa negra”.

E por que estamos falando sobre isso? Porque é fundamental que ensinemos às nossas crianças sobre a importância do combate ao racismo. 

Em algum momento da nossa história, criou-se o mito da democracia racial, que negava a existência do racismo no Brasil. Mas basta olhar para o lado e enxergar a cor da desigualdade social e do encarceramento, a ausência de pessoas negras em cargos executivos e de alta direção, e muito mais.

É neste cenário que o Dia da Consciência Negra ganha ainda mais destaque. E precisamos falar sobre ele com nossas crianças.

E o Dia da Consciência Negra?

A descoberta histórica da data de morte de Zumbi dos Palmares deu origem à primeira celebração do Dia da Consciência Negra. A trajetória do líder do quilombo de Palmares deu origem a um momento que lembra a luta contra o racismo no Brasil. 

E ela é tão necessária que foi inserida no calendário oficial apenas em 2011. Essa demora é só um retrato da lentidão histórica em incluir, de fato, as pessoas negras no Brasil.

E quem foi Zumbi? Ele enfrentou a Coroa portuguesa para defender as pessoas escravizadas que fugiam do trabalho desumano e das torturas. Palmares (atual cidade de União dos Palmares, em Alagoas) era o maior quilombo do país naquela época e chegou a ter 30 mil escravizados fugitivos. 

Seus feitos históricos e sua luta pelos direitos da pessoa negra foram eternizados no Dia da Consciência Negra. 

Vamos falar sobre a luta contra o racismo? 

A luta contra o racismo

O encarceramento tem cor”. Essa frase foi proferida no Seminário “Questões Raciais e o Poder Judiciário”, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2020. Existe uma histórica segregação racial no Brasil, que é inclusive uma das bases da nossa fundação. O racismo está nas nossas entranhas, é estrutural.

Em outro momento, falamos sobre o papel da população branca na manutenção do racismo e como ser antirracista. Nós, pessoas brancas, somos dotadas de privilégios desde que nascemos. A sociedade atual contribui para que continuemos usufruindo dessa estrutura de privilégios. É o chamado status quo.

Por isso, o primeiro passo é reconhecer e entender que já nascemos racistas, porque a questão diz respeito ao coletivo. Nós não questionamos o status quo e perpetuamos o racismo. Somos beneficiados por sermos brancos. Ponto. 

Para ser antirracista, devemos questionar o padrão em que o branco é a medida de si e dos outros. Perceber como somos privilegiados e reconhecer nossa responsabilidade na manutenção do racismo é o básico. Mas precisamos nos educar sobre a questão racial e atuar para quebrar o padrão. 

Essas ações são o mais importante que temos na educação das crianças, porque elas aprendem sobretudo pelo modelo que transmitimos. Somos espelhos. Por isso, quando as ensinamos práticas de inclusão e não-discriminação, estamos contribuindo para criar pessoas anti-racistas. Mas o caminho é longo, e o trabalho incessante.

Neste mesmo sentido, o ensino obrigatório nas escolas sobre a história e cultura afro-brasileiras são fundamentais. Essa foi uma conquista do Dia da Consciência Negra. Falar sobre a luta dos negros e seu papel na sociedade, sobre identificação de etnias e cultura afro brasileira, sobre racismo e inserção do negro no mercado de trabalho é o caminho.

Como é o diálogo com as crianças sobre este dia tão importante para o Brasil?

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