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Furando a bolha: a importância de se abrir para pensamentos e realidades diferentes

Furando a bolha: a importância de se abrir para pensamentos e realidades diferentes

12 Dec, 2020

Dialogar, saber se comunicar com todas as pessoas, escutar e respeitar. Quem não deseja conviver com pessoas que tenham essas características?

Nós vivemos em sociedade, e quanto melhor forem nossas habilidades sociais, melhor nos sairemos enquanto pessoas e cidadãos. Mas como estabelecer diálogos construtivos com pessoas que pensam de forma diferente ou que vivem em realidades distintas? Como furar nossa bolha social e passar a enxergar, sem armaduras, as ideias do outro?

Atualmente, é difícil encontrar alguém que esteja aberto para escutar um ponto de vista diferente de forma empática. Isso significa que poucos tentam se colocar no lugar do outro e compreender suas ideias se elas não forem coincidentes com as nossas. Assim fica difícil furar a bolha, né?

E, se pensarmos na educação dos nossos filhos, sobrinhos e netos, não é exatamente isso que desejamos. Estamos viciados por uma polarização que eclodiu nos últimos anos devido à política, mas que sempre existiu. Nosso olhar para o que difere da nossa realidade sempre foi de estranhamento.

Nós não precisamos concordar com o outro interlocutor, mas compreendê-lo, entender de onde e por qual motivo ele diz o que diz ou se comporta daquela maneira. Esse é um exercício de conexão e respeito às diferenças. Afinal, devemos partir do pressuposto que somos diversos, possuímos diferentes origens culturais e sociais, etnias, cores, orientações sexuais e de gênero.

Enquanto sociedade, somos um organismo rico e em constante mudança. Jamais conseguiremos atingir a uniformidade de pensamentos. E é por isso que devemos ensinar às crianças, desde cedo, o respeito à diversidade, a pensamentos e realidades diversas. E pra isso nós precisamos furar as bolhas e dialogar com quem pensa diferente de nós, porque é bastante fácil dialogar com as pessoas que acreditam nas mesmas coisas.

Sair dessa zona de conforto e escutar quem se distancia da nossa visão de mundo não é fácil. É um exercício diário que precisamos fazer para dar exemplo às crianças, que aprendem muito mais pelo exemplo. 

O primeiro passo é aprender que o que serve para mim pode não servir ao outro. Não existe a “universalização da experiência individual”. Um exemplo interessante ocorre na discussão do racismo, em que uma pessoa negra diz nunca ter sofrido racismo e, disso, infere-se que não existe racismo. Existe racismo, sim. Isso é indiscutível. Se aquela pessoa não sofreu, milhões de pessoas sofrem diariamente, de forma velada ou direta.

Para aprender isso, é preciso desenvolver uma escuta que inclui o outro como necessário, relevante, sujeito dos mesmos direitos. E como ter essa escuta transformativa? Com as ferramentas de comunicação não violenta. 

As regras são simples. Sempre que conversar com outra pessoa, escute com atenção sem fazer julgamentos morais. Depois, avalie como você se sente ao escutá-lo e quais sentimentos são despertado. Por fim, expresse como você se sente perante o que escuta sem julgar ou culpar a si ou ao outro. Assim, é possível encontrar formas colaborativas e empáticas de estabelecer o diálogo.

Para sair das bolhas, é preciso escutar e se abrir para o outro. Nós, adultos, podemos adotar a comunicação não violenta em todas as ocasiões, inclusive com nossos filhos, sobrinhos e netos. É um exercício constante, mas certamente vale a pena em prol de um mundo mais aberto e conectado em suas diferenças.

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