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Lidando com o excesso de tecnologia na educação das crianças

Lidando com o excesso de tecnologia na educação das crianças

14 Jun, 2021

Crianças mais lentas para escrever e incomodadas com essa prática. Essa é uma reclamação muito comum nas escolas há alguns anos. Os professores relatam que basta o exercício de copiar algumas linhas para que as reclamações apareçam. E um dos motivos para isso é o uso excessivo de tecnologia na educação das crianças.

Mas o que podemos oferecer a elas para não cair no comodismo das telas? Considerando o ensino remoto, que já “prende” as crianças nas telas por um grande período de tempo diariamente, a situação parece mais complicada. E de fato é. As crianças estão expostas à tecnologia desde bebês, devido ao nosso uso de dispositivos eletrônicos. O primeiro impulso delas é imitar exatamente a família. E não se engane, pois elas aprendem muito rapidamente.

Para evitar o excesso de telas e seus impactos negativos na saúde e no desenvolvimento físico e social da criança, é importante dosar a internet e os games. Dessa forma, elas não perdem o convívio social com as outras pessoas.

De acordo com o “Manual de Orientação – Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital” da Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso de tecnologia deve ser controlado pelos pais ou responsáveis de acordo com níveis de autonomia, idade e desenvolvimento da criança.

Crianças de até 2 anos não devem ser expostas à tecnologia durante as refeições e antes de dormir (2 horas antes, pelo menos). Isso porque as telas de smartphones, televisão e tablets deixam elas agitadas e prejudicam o momento de descanso e alimentação. Lembre-se de que elas estão descobrindo e explorando seus sentidos e precisam se concentrar nisso.

Papais e mamães com filhos entre 2 e 5 anos já sabem que eles são um pouco mais independentes e ativos. Por isso, já é possível conversar com eles para limitar a exposição às telas digitais a 1 hora por dia, no máximo. Assim, evita-se o excesso de tecnologia e os motiva a procurar outros entretenimentos.

Para crianças acima de 5 anos, vale o diálogo e o estabelecimento de outras regras. No entanto, evite colocar televisão e computador no quarto dos filhos, pelo menos até os 10 anos de idade. Além da idade, é fundamental prestar atenção a outros pontos:

● Tenha cuidado com o teor dos conteúdos digitais aos quais as crianças estão expostas, especialmente os menores de 6 anos, que ainda não desenvolveram senso crítico para distinguir fantasia e realidade;

● Apesar do recurso de controle parental de muitos dispositivos, fique atento também ao que as crianças acessam nas redes sociais, porque há muito conteúdo inadequado sendo compartilhado por essas mídias;

● Mantenha sempre o diálogo aberto com suas crianças, explicando que a internet tem benefícios, mas também traz situações e informações mentirosas e pouco confiáveis, que demandam mais cuidado;

● O excesso de tecnologia leva as crianças ao sedentarismo, pois toma um tempo que seria destinado à prática de atividades físicas e manuais.

A tecnologia traz muitos benefícios para crianças, como o ensino de forma lúdica, o acesso à informação e a conteúdos culturais adequados. Por mais que os pais tentem impedir, as crianças terão contato com os dispositivos. Afinal, nós utilizamos e somos o exemplo maior. Mas é preciso ter cuidado com os excessos.

Combater o excesso de tecnologia na educação das crianças é uma maneira de evitar o vício, promover um ambiente digital seguro, estimular outros tipos de interações sociais e outras habilidades comportamentais.

Com essas dicas que pontuamos, um diálogo receptivo e a definição de limites claros e justos, é possível chegar em um acordo com as crianças. E, claro, valorize bastante as atividades offline que são muito mais valiosas para o desenvolvimento físico, mental e social das crianças!

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