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Não é tempo de visita, mas o que você pode fazer por uma família no puerpério?

Não é tempo de visita, mas o que você pode fazer por uma família no puerpério?

26 Feb, 2021

Você já ouviu falar em rede de apoio? Se nunca ouviu, é um conceito bem simples: amigos e familiares se unem em torno de uma família para ajudá-la em uma situação específica. Em geral, no puerpério, pois o momento pós-parto é um momento delicado para papais e mamães. A mudança na rotina é brusca com a chegada do novo integrante, e o dia parece ser curto demais para dar conta de todas as atividades diárias com filhos, casa, companheiro(a) e claro, consigo mesmo(a). Afinal, a maternidade ou a paternidade não retira da mãe e/ou do pai a individualidade. E o que nós, que não somos parte daquele núcleo familiar em ajuste, podemos fazer para ajudá-lo? Como ajudar uma família no puerpério? Em primeiro lugar, vamos ao que não fazer. Não imponha nenhum conhecimento científico ou empírico à uma mãe que acabou de dar à luz, independentemente de acreditar que ele é adequado, a não ser que ela solicite algum conselho ou opinião. Além disso, não visite a família, a não ser que ela sinalize isso de maneira clara, porque este é um momento de adaptação e de preservação do recém-nascido. Para ajudar uma família no puerpério, é preciso saber ouvir antes de tudo. Pense que ela está em um momento de muito choro e pouco sono, de muito gasto financeiro e entrega. A mãe e/ou o pai pode estar aflita(o) com algo e só precisa ser escutada(o) e desabafar. Seja um ouvido amigo, sem julgamentos. Manifeste seu apoio para qualquer coisa que não diz respeito a cuidar do bebê, porque este é um momento fundamental da criação do laço afetivo familiar. Então, você pode sim ir visitar a família quando convidado, mas esteja disponível para lavar a louça, fazer compras no supermercado e oferecer qualquer ajuda para facilitar a rotina daquela família. Em muitos locais, usa-se um termo muito interessante que representa um auxílio real às famílias no puerpério: seva. A palavra é sinônimo de “serviço altruísta”, aquele feito sem qualquer expectativa de resultado ou prêmio por sua realização. Na prática da maternidade/paternidade, a seva acontece quando um grupo de amigos/familiares se reúne em torno desta família para fazer ou levar a refeição, evitando que as mães/os pais destinem seu tempo a isso nos 3 primeiros meses de vida do novo bebê. É um grande exemplo de como apoiar mamães e papais neste momento para que eles possam descansar e cuidar do bebê em paz. É facilitar a rotina, demonstrando cuidado, mas acima de tudo respeito. Apoio vem antes de saudade, curiosidade e satisfação pessoal. Por mais que seja tentador querer estar perto do mais novo elemento da família ou do grupo de amigos, o casal precisa de espaço temporal e emocional para se ajustar à nova realidade familiar. É a maneira de atingir, o quanto antes, o bem-estar da dinâmica familiar, de modo que papais e mamães proporcionem as melhores condições ao recém nascido. Em outras palavras, deixe com o casal as “tarefas” da parentalidade, que é desenvolver novos laços emocionais, proteger o bebê e dar segurança a ele, ajudá-lo a se desenvolver etc. Seja um amigo ou familiar que executará tarefas específicas na casa da família, disponibilizando-se para ajudar também em assuntos que precisam ser resolvidos fora de casa. Dessa forma, o casal ganha tempo para se dedicar ao bebê, a si mesmo e à individualidade de cada um. A pandemia retira a possibilidade de estarmos fisicamente presentes com nossos entes queridos. Mas não nos retira a possibilidade de ajudar sempre uma família em necessidade. E acredite: uma família com um novo integrante precisa bastante de ajuda.
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